3/22/2007
3/17/2007
ELA
21st century love , Antony MicallefEm todas as almas há coisas secretas cujo segredo é guardado até à morte delas. E são guardadas, mesmo nos momentos mais sinceros, quando nos abismos nos expomos, todos doloridos, num lance de angústia, em face dos amigos mais queridos - porque as palavras que as poderiam traduzir seriam ridículas, mesquinhas, incompreensíveis ao mais perspicaz. Estas coisas são materialmente impossíveis de serem ditas. A própria Natureza as encerrou - não permitindo que a garganta humana pudesse arranjar sons para as exprimir - apenas sons para as caricaturar. E como essas ideias-entranha são as coisas que mais estimamos, falta-nos sempre a coragem de as caricaturar. Daqui os «isolados» que todos nós, os homens, somos. Duas almas que se compreendam inteiramente, que se conheçam, que saibam mutuamente tudo quanto nelas vive - não existem. Nem poderiam existir. No dia em que se compreendessem totalmente - ó ideal dos amorosos! - eu tenho a certeza que se fundiriam numa só. E os corpos morreriam.
3/13/2007
3/03/2007
2/24/2007
VOA, TU CONSEGUES VOAR!prometes?
TENTA, VAIS SOBREVIVER!
garantes?
MORRE, VAIS RESSUSCITAR!
juras?
Voar, por cima de tudo!
No topo do mundo!
Cruzo os céus,
Cruzo a noite com o dia.
Um voo intemporal,
Sereno,
Magistral!
Olhando para baixo,
Vejo tudo tão pequeno…
E sou GIGANTE.
EU sou GRANDE!
Encarno um herói,
Não importa a categoria, não importa se é real,
2/16/2007
The Happiest Monster
That's life, that's what all the people say
You're ridin' high in April, shot down in May
But I know I'm gonna change that tune
When I'm back on top, back on top in June
I said that's life, and as funny as it may seem
Some people get their kicks stompin' on a dream
But I don't let it, let it get me down
'cause this fine old world, it keeps spinnin' around
I've been a puppet, a pauper, a pirate, a poet, a pawn and a king
I've been up and down and over and out and I know one thing
Each time I find myself flat on my face
I pick myself up and get back in the race
That's life (that's life), I tell you I can't deny it
I thought of quitting, baby, but my heart just ain't gonna buy it
And if I didn't think it was worth one single try
I'd jump right on a big bird and then I'd fly
That's life and I can't deny it
Many times I thought of cuttin' out but my heart won't buy it
But if there's nothin' shakin' come this here July
I'm gonna roll myself up in a big ball a-and die
My, my!
(OOOh Yeah!)
2/13/2007

Invejo a tua astúcia a empregar palavras certas em alturas erradas. Não és inteligente no teu percurso de vida, mas és esperto a cortar caminho.
Basicamente, admiro várias qualidades tuas, mas esta minha admiração é porque fico atónita com o que vejo. Não porque pensasse que só tivesses defeitos- longe de mim- mas por ficar sem reacção com a frieza como encaras a vida e a restante humanidade. Humanidade é um conceito desconhecido para ti. Para que interessa a humanidade quando só tu existes? E depois, em momentos em que a tua consciência - a única coisa que te liga ao resto do mundo – desperta e te incomoda, procuras a humanidade que tanto desprezas, tens necessidade de sentir que há um mundo fora da tua redoma egoísta. Mas como não tens pingo de humanidade, não consegues ser humano. Vestes uma pele roubada a alguém, (de ti próprio, quiças, amarrotada um canto para parecer gasta, maltratada) e mascaras-te de cordeirinho perdido do rebanho, implorando abrigo no coração de alguém. Por baixo da pele de cordeiro és de facto - e fazendo jus ao provérbio- um lobo, mas sem as melhores características de tão belo e nobre animal. És um lobo esfomeado por coisa nenhuma, um predador á caça de nada e um canídeo - ainda para mais - parvo : andas sempre atrás da tua própria cauda!
Com diria o RoadRunner a questão é… TO BEEP OR NOT TO BEEP???
2/10/2007
AgoraAgora, neste preciso momento.
Cá dentro,
A querer sair cá para fora.
Seria agora
E em mais nenhum tempo.
Em mais nenhuma hora poderia ser dito.
… Amanhã já nem me lembro…
Porque quero esquecer este momento de lucidez.
Não quero pensar nele,
Quero embrulhá-lo e guardá-lo naquela gaveta,
A das coisas passadas, a das coisas resolvidas…
Como defender uma equação
Quando não há lógica?
Porque me engano?
Porque espero por amanhã,
Para me lembrar de hoje?
Porque resisto ao ímpeto?
O que há, de facto, a perder?
2/07/2007
ladrão de bicicletas (homenagem a Vittorio di Sica)
Ler um livro é para o bom leitor conhecer a pessoa e o modo de pensar de alguém que lhe é estranho. É procurar compreendê-lo e, sempre que possível, fazer dele um amigo...
desejo o maior sucesso nesta nova aventura de um holandês muito especial... BJSSSSSSSS
2/05/2007
Cant get the stink off, He’s been hanging around for days.Comes like a comet, Suckered you but not your friends. One day he’ll get to you, Teach you how to be a holy cow. Don’t get my sympathy hanging out the 15th floor. You’ve changed the locks 3 times;He still comes reeling through the door. And soon he’ll get to you, Teach you how to get to purest hell. You do it to yourself you do,And that’s what really hurts is, You do it to yourself just you,You and no-one else,You do it to yourself. JUST,RADIOHEAD
2/04/2007
Dizem-me "chegou a altura de te despedires"Até à Eternidade
1/28/2007
1/21/2007

As pessoas cujo desejo é unicamente a auto-realização, nunca sabem para onde se dirigem.
1/17/2007

Entendem cordatos fisiologistas que o amor, em certos casos, é uma depravação do nervo óptico. A imagem objectiva, que fere o órgão visual no estado patológico, adquire atributos fictícios. A alma recebe a impressão quimérica tal como sensório lha transmite, e com ela se identifica a ponto de revesti-la de qualidades e excelências que a mais esmerada natureza denega às suas criaturas dilectas. Os certos casos em que acima se modifica a generalidade da definição vêm a ser aqueles em que o bom senso não pode atinar com o porquê dalgumas simpatias esquisitas, extravagantes e estúpidas que nos enchem de espanto, quando nos não fazem estoirar de inveja. E tanto mais se prova a referida depravação do nervo que preside às funções da vista quanto a alma da pessoa enferma, vítima de sua ilusão, nos parece propensa ao belo, talhada para o sublime e opulentada de dons e méritos que o mais digno homem requestaria com orgulho.
1/14/2007
HARAKIRI
E não me façam mais nada!...
Que a porta do meu quarto fique para sempre fechada,
Que não se abra mesmo para ti se tu lá fores!
Lã vermelha, leito fofo. Tudo bem calafetado...
Nenhum livro, nenhum livro á cabeceira...
Façam apenas com que eu tenha sempre a meu lado
Bolos de ovos e uma garrafa de Madeira.
Não, não estou para mais; não quero mesmo brinquedos.
Pra quê? Até se mos dessem não saberia brincar...
Que querem fazer se mim com estes enleios e medos?
Não fui feito pra festas. Larguem-me! Deixem-me sossegar!...
Noite sempre p'lo meu quarto. As cortinas corridas,
E eu aninhado a dormir, bem quentinho - que amor!...
Sim: ficar sempre na cama, nunca mexer, criar bolor-
P'lo menos era o sossego completo... História! Era o melhor das vidas...
Se me doem os pés e não sei andar direito,
Pra que hei-de teimar em ir para as salas, de Lord?
Vamos, que a minha vida por uma vez se acorde
Com o meu corpo, e se resigne a não ter jeito...
De que me vale sair, se me constipo logo?
E quem posso eu esperar, com a minha delicadeza?...
Deixa-te de ilusões, Mário! Bom édredon, bom fogo-
E não penses no resto. É já bastante, com franqueza...
Desistamos. A nenhuma parte a minha ânsia me levará.
Pra que hei-de então andar aos tombos, numa inútil correria?
Tenham dó de mim. Co'a breca! levem-me prà enfermaria!-
Isto é, pra um quarto particualr que o meu Pai pagará.
Justo. Um quarto de hospital, higiénico, todo branco, moderno e tranquilo;
Em Paris, é preferível, por causa da legenda...
De aqui a vinte anos a minha literatura talvez se entenda;
E depois estar maluquinho em Paris fica bem, tem certo estilo...
Quanto a ti, meu amor, podes vir às quintas-feiras,
Se quiseres ser gentil, perguntar como eu estou.
Agora no meu quarto é que tu não entras, mesmo com as melhores maneiras...
Nada a fazer minha rica. O menino dorme. Tudo o mais acabou.
"Caranguejola", Mário de Sá-Carneiro, Últimos Poemas
1/11/2007

Relembra ou descobre em: http://www.youtube.com/watch?v=XoZ0PX1Pp8w





